description Informações

description Anotações

Aula 07 – Entrevistas e fundamentos da media traininig

...

Veja os anexos abaixo e após assistir a aula clique em MARCAR COMO ASSISTIDA abaixo do vídeo.

description Informações

Avialiação final para conclusão do curso.

Clique abaixo no botão AVALIAÇÂO 

description Anotações

Avaliação Final

...

Veja os anexos abaixo e após assistir a aula clique em MARCAR COMO ASSISTIDA abaixo do vídeo.

description Informações

8. EXERCÍCIOS

8.1 TRAVA-LÍNGUA PARA EXERCÍCIO DE ARTICULAÇÃO DE PALAVRAS:

 

ATENÇÃO! Dizer várias vezes, bem rápido, em voz alta, sem tropeço ou hesitação, esta série de trava-línguas, com dicção clara, fluente, natural, expressiva e articulação nítida, mas sem exageros.

1.  Tagarelarei

    Tagarelarás

    Tagarelará

    Tagarelaremos

    Tagarelareis

    Tagarelarão

2. Em três pratos de trigo comem três tristes tigres.

3. Quando lhe fala da falha, falha-lhe a fala.

4. Três papos de pato num prato de prata.

5. Seiscentos e sessenta e seis sucessivos sucessos sociais sensacionais.

6. Luzia lustrava o lustre listrado; o lustre lustrado luzia.

7. Um pé de gabiroba “bem gabirobadinho”, quem bem o desengabirobasse bom desengabirobador seria.

8. O peito do pé de Pedro, o preclaro preto de Pedra Preta, é preto.

É preto o peito do pé de Pedro, o preclaro preto de Pedra Preta.

19. O céu está enladrilhado; quem o desenladrilhará?

     Quem o desenladrilhar, bom desenladrilhador será.

10. O arcebispo de Constantinopla será desarcebispoconstantinopolizado; quem o desarcebispoconstantinopolizará?

Quem o desarcebispoconstantinopolizar, bom desarcebispoconstantinopolizador será.

11. Um ninho de magarfagafa com cinco magarfagafinhos; quando a magarfagafa guincha, guincham os cinco magarfagafinhos. Quem os desmagarfagafizar, bom desmagarfagafizador será.

 

 

8.2 TEXTOS E POEMAS PARA TREINAR A ENTONAÇÃO, PONTUAÇÃO E GESTOS:

Leia o texto informativo e observe as marcações iniciais. São elas que definem como deve ser a locução.

Sublinhado: dê ênfase.

Pausa curta /

Pausa longa //

 

O PERIGOSO VÍRUS

Jô Soares – REVISTA Veja,2/2/94. 

 

1º) Texto informativo

Não sei se é verdade, / mas circula um boato nos meios da informática de que está sendo preparado/ um novo vírus de computador, feito especialmente para interferir nos programas/ que escrevem os discursos do presidente. //

A característica mais fantástica desse vírus/ é que sua influência, ao contrário dos outros, / não aparece dentro da máquina, mas apenas/ na hora que ele é instalado no teleprompter, /aparelho que permite às pessoas ler olhando diretamente para a televisão.

DAQUI PARA FRENTE, CONTINUE LENDO E FAZENDO A SUA MARCAÇÃO

É o que se usa normalmente nos telejornais, e teme-se que o vírus depois se propague, mas a intenção inicial é colocá-lo apenas para os discursos presidenciais. Não há dúvida de que esse vírus vai revolucionar e dinamizar todos os pronunciamentos feitos à nação. Os testes realizados têm sido muito promissores, mas ainda faltam alguns aperfeiçoamentos, pois, por mais que mexam na programação, o vírus ainda insiste em dar algum nexo a certos trechos do discurso. Os técnicos acham que esse pequeno problema poderá ser resolvido em pouco tempo, inclusive com o auxilio do próprio texto dos pronunciamentos. Já fico pensando nas maravilhas que poderiam acontecer. Oito horas da noite, todos sentados em frente à televisão, ansiosos pelas palavras do presidente, entra o emblema anunciando a cadeia nacional, contam-se os segundos regressivos e aparece a imagem simpática e descontraída do presidente Itamar. Olha direto para a câmara e começa:

 

2º) Texto discursivo

Notem que agora é discursivo. O tom é outro. Exercite. Marque o texto e boa leitura. Aproveite as dificuldades para aprimorar sua dicção.

Senhoras e Senhores, moços e moças. É fundamental antes de tudo, que neste pronunciamento eu informe à nação que o rato roeu a roupa do rei de Roma.

Mas só os pessimistas não percebem que isso nunca impedirá o nosso desenvolvimento porque, enquanto a aranha arranha a jarra, a jarra a aranha arranha.

É claro que ainda não dominamos a inflação, mas continua a nossa luta contra esse monstro, esse pato, que papou a pinta do Pluto, e o papa, num papo, passou um pito no Pepe, que pintava pipa no pé da papaia.

Aos detratores da nossa política econômica, respondo que o nosso desenvolvimento jamais se fará farinha farinhada, porque não esfarela farofa de farofeiro fazendo farol, e às favas o povo.

Evidentemente que o Brasil é um país de características próprias, pois se aqui nevasse aqui se usava esqui, mas como aqui não neva aqui não se usa esqui.

Não posso deixar de dizer também que não sou daqueles que se intimidam na hora da batalha. Quanto maior o desafio, maior o meu empenho prenhe de pinho de pamonha do pampa.

Finalmente, para terminar, pois já está na hora da novela, afirmo que é claro que quando aqui cheguei, constatei na hora que aqui há eco e aqui o eco há. E aos céticos que me perguntarem: “o que? Aqui há eco? Aqui há eco? Que eco é? ”  Eu respondo sem medo: “É o eco que há cá”!

 

8.3 Exercícios para treinar a ênfase

Você já iniciou as marcações dos textos. Portanto, repita várias vezes em voz alta as frases abaixo, procurando dar ênfase, entonação e pontuação corretas e fiéis a cada ideia.

Depois da leitura, altere a ênfase de lugar e veja como sentido da frase pode mudar completamente.

 

  • Ênfase no tamanho
  • Era uma criança tão pequena que todos acharam que não sobreviveria.
  • A casa possuía estruturas volumosas, próprias do século passado.

 

 

  • Ênfase na localização
  • Estava escuro, mas o menino foi visto sobre o telhado do prédio.
  • Era bastante idoso quando atingiu o primeiro posto de sua empresa.

 

  • Ênfase no tempo
  • Naquela ocasião não imaginávamos que os computadores substituiriam o homem.
  • Foi há tanto tempo que não me lembrava mais do fato.

 

  • Ênfase na calma
  • O mar estava tão tranquilo que senti vontade de dormir sobre as águas.
  • Foi um bom homem aquele, e nos passava tanta paz que não queríamos deixá-lo.

 

  • Ênfase no público
  • Senhoras e Senhores, é com muito prazer que compareço neste evento.
  • Companheiros, nossa missão jamais teria sido possível se não houvesse o apoio de vocês.

 

  • Ênfase no resultado
  • Foi gratificante receber tantos elogios pelo meu trabalho.
  • Passamos por muitas dificuldades, mas atingimos nosso objetivo.

 

    1. Poemas

Leia o poema cumprindo o que as palavras dele representam em termos de entonação e sentimento.

“Falar calma e mansamente”, significa baixar o tom, diminuir o ritmo.

“ Dar pausa”, faça uma pausa rápida.

“Gritar”, aumente a voz.

E assim proceda em todo o texto.

 

SINTONIA & VOZ

                                    Rotteli Mendes

 

Pediram-me para falar...calma e mansamente;

Para dar pausa / e entonação;

Pediram-me para conquistar um cliente

Tirando a palavra do coração.

 

Pediram-me para gritar... alternar sons.

Para falar através de anáforas,

Fortalecer minha mensagem .... alternar tons.

Falar com fantasia, usar metáforas.

 

Pediram-me para ter voz melodiosa,

Que falasse por música, e entoasse uma canção.

Pediram-me para ser doce, sem ser melosa;

E praticar em voz alta para melhorar a dicção.

 

Quando dou vida às palavras, minha fala é serena.

Mas se falo baixo, sem calor em minha expressão,

E, se digo grandezas em gesto pequeno;

Jamais estarei, com meu receptor, fazendo comunicação.

 

Fale forte, eleve a voz, depois, fale com carinho,

Sobre seu trabalho, sua vida, enfim...

E tenha energia, dê pausa/, retome seu caminho,

Vá em frente...você pode, acredite em mim.

 

Controle a respiração, inspire devagar; ouça o coração.

Mantenha a cabeça erguida, os lábios descontraídos, e tome cuidado - não seja pedante – solte a emoção.

Centralize a sua ideia, e não seja mais um falador distraído.

 

A voz é sua arma; cuide bem dela, dá-lhe sonoridade;

Saiba com quem e porque se comunica.

Pratique a empatia, equilibre o tom e a velocidade,

Pois quem não se comunica, se trumbica.

 

 

TEATRO DA VIDA

                                      Sérgio Marchetti

 

No teatro desta vida...

Onde tantos papéis desempenho,

É preciso ter muito siso, muito engenho;

É necessário muito amor, mas isso eu tenho.

É preciso ser Hamlet, ser Otelo, ser Romeu

Pra escrever minha peça – livro que ninguém nunca leu.

 

No teatro desta vida...

A essência está em desenvolver talentos,

Externar valores e sentimentos,

Superando dificuldades e momentos.

É conhecer a grandeza de Deus

Pra compreender os amigos seus.

 

No teatro desta vida...

A arte maior de bem representar

Está na espontaneidade e em bem comunicar;

Em praticar a empatia pra com o outro comungar.

Ser homem, ser mulher... enfim ser gente!

Mas com plenitude... completamente.

 

No teatro desta vida...

Os olhos dirão a verdade de forma corriqueira;

E o toque do teu corpo no meu corpo – um encontro por inteiro.

Nossos sentimentos representados de um modo verdadeiro.

Nossa peça terá razão de ser...

E libertaremos nossa alegria, amor e prazer.

 

No teatro desta vida...

A ordem é não se contaminar;

É aprender a técnica de contracenar;

É ceder, sem perder o direito de discordar.

É preciso ser Lúcifer, ser Arcanjo Gabriel

E conhecer o equilíbrio entre o doce e o fel.

description Anotações

Exercícios

...

Veja os anexos abaixo e após assistir a aula clique em MARCAR COMO ASSISTIDA abaixo do vídeo.

description Informações

7. COMO IMPROVISAR SOBRE QUALQUER TEMA - TÉCNICA SHM         

Ao longo de toda nossa história o ato de falar em público (já dissemos) vem gerando desconforto nas pessoas. Quando a apresentação é improvisada, o nervosismo costuma ser ainda mais traumatizante porque exige raciocínio rápido e pelo fato de ser algo inesperado, o sistema nervoso sofre.

Imagine-se sendo chamado inesperadamente para falar num evento. Já passou por isso? Tremeu? Foi difícil? Conseguiu se sair muito bem? A maioria das pessoas não se saem bem. Foi para evitar traumas, desmaios, dar branco e outras reações negativas que criamos a fórmula SHM de improviso.

O improviso tem algumas regras:

Falar sobre o quê? Sobre um tema. Este tema só ocorre quando há uma comemoração, um festejo alegre ou triste, um congresso, um curso, um lançamento de campanha, etc.

  • Depois de cumprimentar o público, inicie sempre, para um tema positivo, com a frase:

“– Este (tema) é muito importante para o desenvolvimento da sociedade ou da comunidade, ou da família, ou da cidade, do estado, do país etc”.

  • Um tema negativo como a miséria, as drogas e outros, inicie com a frase:

Este assunto é nocivo (prejudicial) ao desenvolvimento de nosso”...

 

Então: é bom lembrar que todo tema será importante. Em qualquer situação as frases: “­– este momento é muito importante; este tema é muito importante; este evento é muito importante...

Regra 1: Use sempre a frase para iniciar.

Regra 2: O evento é importante por quê? Você pode pensar ou falar o “porquê” de ser importante.

Regra 3: Histórico ou história; você deve se perguntar: “– e sempre foi assim? Como era antes? Como é hoje? Como foi a transição? ”

Regra 4: Retrate o hoje, demonstre a evolução, dê exemplo, cite revistas, jornais, estatísticas para referendar.

Regra 5: Feche com uma ação ou reflexão. Mobilize as pessoas. Envolva os ouvintes no projeto, na comemoração, no trabalho.

 

TEMA: O ÍNDIO

Regra 1:  SAUDAÇÃO

Cumprimente e agradeça pela oportunidade de falar (mesmo que esteja com raiva de quem o passou a palavra) e ressalte a importância do tema ou do índio. “–  O índio é (ou foi) muito importante para o desenvolvimento de nosso País. ”

Lembre-se de se perguntar por quê?  “– Porque foi ele o primeiro e verdadeiro brasileiro... Dono desta terra, etc.”

Regra 2: HISTÓRICO – mas nem sempre foi assim...

A sua história, sua cultura, costumes, não só no Brasil, mas em todo mundo são dignos de orgulho, etc.

Hoje, os índios perderam todos os direitos (aí você fala o que sabe, pode ser da FUNAI... se não souber apenas diga eles merecem e devem ser vistos como cidadãos). “– De acordo com revista X os índios...”

Regra 3: MOBILIZAÇÃO

Ação: – Vamos respeitar os índios, pois dentro de cada um de nós corre um pouco do sangue do primeiro habitante desta terra chamada Brasil. ”

Reflexão:–Vamos repensar nossos valores e reconhecer as importantes contribuições que essa raça trouxe para nossa língua, costumes, artesanatos etc.  

Mais dignidade a esse povo! ”

Nós acabamos de utilizar o Método SHM

S audação

  • Vocativo, agradecer
  • Tema importante
  • Por quê?

 

H istórico

  • E foi sempre assim? Não, houve uma grande evolução (para melhor... para pior...)

 

M obilização

  • Terminar com uma reflexão e/ou ação.

 

7.1 DICAS IMPORTANTES PARA APRESENTAÇÃO NA TELEVISÃO E IMAGEM PESSOAL

 

PREPARAÇÃO ANTERIOR

1. Procure conhecer antecipadamente as regras do programa:

  • Você deverá olhar para o entrevistador ou para a câmera?

Normalmente olhamos para o entrevistador. Quando a câmera focalizar apenas a sua imagem e for algo dirigido ao público, aí sim você terá seu olhar voltado para a câmera.

  • Quanto tempo você terá para falar?
  • Haverá outros entrevistados? Quem são e o que fazem?

 

2. Analise as características do programa:

  • Ele é formal ou informal?
  • Como se vestem o entrevistador e os convidados?
  • As perguntas costumam ser abertas ou fechadas?

 

3. Procure ter acesso às perguntas com antecedência. Sempre ajuda saber sobre o que lhe será perguntado. Caso isso não seja possível, tranquilize-se, e considere que as questões serão baseadas no tema para o qual você está preparado.

 

4. Pesquise muito bem o tema da entrevista, porque, mesmo que você seja um especialista no assunto, há necessidade de se detectarem novas abordagens e adequá-las ao interesse do público.

 

5. Tenha muito claro o objetivo de sua entrevista:

  • Aonde pretende chegar?
  • Como você deseja que sua voz e sua imagem sejam percebidas pelo público?
  • Que conteúdo e insights você gostaria que permanecessem na memória dos espectadores após a apresentação?

 

6. Coloque-se no lugar de seu público para entender o que consideram útil:

  • O que traz de novo e importante?
  • O que o seu público tem a ganhar ao ouvi-lo?
  • Que contribuição suas experiências poderão trazer para a melhoria da conscientização das pessoas?

7. tempo de televisão e de rádio é algo escasso, por isso resuma suas ideias em poucos segundos. Use frases curtas, e significativas. Seja sintético.

8. Nada de decorar frases inteiras: isso pode ser ruim. Apenas relaxe e deixe que as palavras saiam com naturalidade.

9. Ensaie em casa. Utilize a câmera de seu Smartfone. Simule respostas. Familiarize-se com o olhar da câmera, pois ela é o elo com o público.

10. Chegue com um pouco de antecedência ao estúdio para se acostumar com o ambiente.

11. Antes da entrevista, respire fundo várias vezes. Caminhe pausadamente, relaxe os ombros, alongue seus músculos. Procure estimular sentimentos positivos para criar imagens mentais prazerosas.

 

description Anotações

Aula 08 – Técnica SHM de improviso e dicas para apresentação na TV

...

Veja os anexos abaixo e após assistir a aula clique em MARCAR COMO ASSISTIDA abaixo do vídeo.

description Informações

A POSTURA PARA LER E SE APRESENTAR EM PÚBLICO – PLANEJAMENTO DE UMA APRESENTAÇÃO

6.1 USO DE PAPEL - COMO SEGURAR

Embora a tecnologia tenha trazido outros recursos, o primeiro ponto a ser considerado na postura para ler em público é como segurar o papel. Segure o papel elegantemente, não muito baixo, para que possa ser lido, nem muito alto, para que não esconda o seu rosto dos ouvintes. Conserve-o na parte superior do peito. Se a folha de papel servir apenas como um roteiro numa apresentação, ou se a fala for mais informal, ela poderá ser posicionada mais embaixo, entre a linha da cintura e a parte inferior do peito. Essa maneira de segurar o papel demonstrará que ele contém apenas alguns tópicos ou lembretes, e que o conteúdo da apresentação será desenvolvido pela memória, imaginação e criatividade do orador, ali, diante do público.

Tendo a tribuna para se apoiar (é bom ressaltar que a tribuna não deve servir de apoio do corpo) acompanhe a leitura com a ajuda do dedo polegar, assim saberá sempre qual a linha a ser lida, sem se perder. A outra mão será usada para gesticular, marcando as informações predominantes dentro das frases. Quando esta mão estiver parada, sem gesticular, deixe-a segurando a folha de papel na parte lateral inferior, para dar a ela melhor equilíbrio.

 

6.2 VÍDEO CONFERÊNCIA E WEBINAR 

Para seminários online em vídeo, gravado ou ao vivo, que geralmente permitem a interação da audiência via chat, a regra é a mesma para postura, olhar e gesticulação. Quando você não aprece de corpo inteiro, há uma tendência em esconder as mãos, ou mesmo os braços. Obviamente que nada se deve colocar as mãos na frente do rosto ou fazê-las aparecer para mostrar que existem. Mas quando estão colocadas sobre a mesa ajudam muito na imagem e na gesticulação.

 

6.3 PLANEJAMENTO DE UMA APRESENTAÇÃO

 

Passo 01 – Preparação remota

Uma vez agendada a sua apresentação faça uso do tempo disponível de maneira sistemática.  Não perca tempo.

O PÚBLICO

  • Busque informações sobre o público:
  • Quem estará presente? 
  • Qual o grau de conhecimento do tema por parte do público?
  • Quais as funções desempenhadas por tais pessoas, sua faixa etária, sexo, estilo.
  • Quantas pessoas estarão presentes?

 

Passo 02 – Planejamento

De posse de tais dados, mãos à obra. Somente uma preparação criteriosa pode assegurar a confiança necessária ao apresentador.

Tenha em mente o seu foco. Tema e público têm que ter um casamento perfeito. Identifique fontes e referências consagradas em livros, revistas, publicações, sites da Internet, etc. Esteja aberto às novidades em matérias de TV e jornais, filmes, etc. Registre o que for encontrando e que tenha peso no seu trabalho.   Sua fala lhe pertence.  Elabore-a a partir do material selecionado. Não copie, construa sua própria ideia do tema, usando as fontes como inspiração e referência.  Registre quais as fontes consultadas.

 

PASSO 03 –  BASE ESTRUTURAL

Coloque em ordem as ideias e os rascunhos prévios. Lembre-se de que toda apresentação deve ter uma coerência: começo, meio e fim. Apesar de óbvia, esta regra nem sempre é seguida.  Organize os dados de forma a ter, claramente, uma abertura, um tema central e um fechamento, ainda que disponha de uma carga horária reduzida.

Distribua seu tempo entre tais etapas e escolha a forma de abordagem. Preveja os recursos necessários, quando e como utilizá-los. Simule a sua apresentação e veja se ela está compatível com o tempo disponível.  Registre aspectos que não podem ser esquecidos num momento de nervosismo: nomes, dados, datas, etc. Caso você deva iniciar fazendo referência ou agradecendo a alguém da plateia, registre o nome de tal pessoa para que não o esqueça. Quando for possível delegue esta tarefa a alguém específico, como as equipes de cerimonial, em caso de eventos maiores.  Lembre-se de que a regra social que prevalece nas apresentações no mundo dos negócios é a hierarquia.  Comece pelas pessoas de maior destaque, caso queira fazer referência ao público. Ajeite os microfones e teste-os.

 

Passo 3 –  Visão sistêmica

Se possível, conheça previamente o local. Caso contrário, verifique, antecipadamente, as condições das instalações. Evite surpresa de última hora. Alguns recursos podem perder todo o efeito em um local inadequado.

Prepare todo o material e providencie um ” plano B”.  Algo pode não sair como você esperava.  Infelizmente um sistema, um cabo de som, uma programação de computador ou entrada do projetor podem impedir sua apresentação.

Caso você tenha que se deslocar até o local do evento, informe-se do tempo necessário para fazê-lo. Garanta condições tais que permitam uma chegada com calma, de modo a não prejudicar sua apresentação pessoal e atrasos indesejáveis.

Faça um checklist para não se esquecer de nada.

 

Passo 4 – Apresentação

Chegou aquela hora. Pela cabeça do palestrante passam mil ideias. – Para que fui aceitar isso? ”; “Por que deixei chegar neste ponto? ”.

Mas devemos lembrar que este é o momento esperado, para o qual foram dedicadas horas de pesquisa, de trabalho, de nervosismo. Uma boa estratégia é chegar antes do público. Quanto mais nervoso ou inexperiente for o orador mais indicado será que esteja no local antes da chegada do público. É sempre recomendável que chegue mais cedo –  reiteramos esta ideia. Pense em você. Não é mais produtivo ver as pessoas chegando, cumprimenta-las individualmente e separadamente? Ao chegar ao local, a primeira tarefa é checar se tudo está como esperado. Conferir, testar e esperar pelo momento de início do trabalho. Procurar um local reservado e fazer inspirações e expirações profundas pode ajudar muito.

 

6.4 MODELO DE PLANEJAMENTO

Já vimos que é necessário começar o trabalho de planejar com uma boa antecedência. Qualquer que seja o evento, ele necessita de um bom planejamento, pois, por mais simples que pareça ser, possui inúmeros detalhes. O método abaixo é simples, mas muito utilizado nos programas de qualidade e em diversos tipos de planejamento.

Que

DEFINIR O EVENTO

Quem

EU

Quando

HORA, DIA, MÊS, ANO

Quanto

TEMPO DURAÇÃO, VALOR A RECEBER OU INVESTIR

Para quem

QUAL PÚBLICO – PERFIL

Por que

MOTIVO, OBJETIVO, SEGMENTO

Onde

LOCAL, CIDADE, SALA,

Como

TODOS OS RECURSOS, PROVIDÊNCIAS, CONTRATAÇÕES

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

6.5 RECURSOS AUDIOVISUAIS E DIDÁTICOS

Projetor multimídia – o equipamento mais indicado para apresentações.

PowerPoint – programa que atende às exigências didáticas e tem recursos adequados às necessidades de vários tipos de apresentações.

Cores da tela – sempre claras.

Fontes – preferencialmente Areal e Verdana, tamanhos 22 e 24.

Cor da letra – escura.

Flipchart – deve ser usado para poucas pessoas. De Preferência deve ser escrito previamente para evitar erros de português, leitura ilegível, e impedir que o apresentador fique de costas para o público.

Laser pointer – utilizado para apontar algum item na tela. Mas se estiver tremendo não deve ser usado, pois demonstrará o estado de nervosismo do apresentador.

Escurecer tela – bom recurso quando o orador deseja chamar a atenção para si.

Saltar slides – o apresentador deve saber o número de slides de sua apresentação e ter um plano B, caso sua apresentação esteja atrasada e não consiga cumprir a sequência dos slides. Para antecipar o fim, basta digitar o número do slide final e apertar “enter”. A apresentação irá diretamente para o fim. Mais feio seria passar depressa o restante e dizer que este e aquele slide não precisam ser vistos.

‘Para podermos avançar para o último módulo, informe em qual atividade tem encontrado mais dificuldade de praticar suas apresentações (live, videoconferência, webinar, treinamento online, etc) e a que razões você atribui suas dúvidas?

description Anotações

Aula 06 – A postura para ler, se apresentar em público e planejamento

...

Veja os anexos abaixo e após assistir a aula clique em MARCAR COMO ASSISTIDA abaixo do vídeo.

description Informações

CONTEÚDO

5.1 AS PARTES QUE COMPÕEM O CONTEÚDO

5.1.1 A ABERTURA  

Vocativo (senhoras e senhores, prezados colegas, excelentíssimo senhor...), bom dia, boa tarde, boa noite.

Autoapresentação (somente quando não for apresentado por um mestre de cerimônias ou representante da casa, evento)

Tema – informar e ressaltar o assunto por intermédio de um trailer e de uma frase de impacto.

Exemplo: o tema é qualidade de vida. – Boa noite, senhoras e senhores. É muito bom estar com vocês. Agradeço ao instituto X, na pessoa do senhor Michael Jackson das Couve Jr. pelo convite para realizar esta palestra intitulada: qualidade de vida.

Faz uma pausa e lança uma bomba. – nós, brasileiros, não temos qualidade de vida. Esta é uma frase de impacto negativo. Poderia ser de impacto positivo: –  o Brasil é um país de excelente qualidade de vida.

Na sequência pode dizer; – o que vamos mostrar é o porquê da falta de qualidade de vida, e quais países cuidam da saúde e praticam melhor a qualidade de vida.  Qual é o ranking do Brasil?  Estas perguntas ou informações são o trailer.

Assim, o orador informa sobre o que vai falar. Mas pode ele optar pelo trailer e pela frase de impacto ou por um ou outro. Apenas recomendamos que tome cuidado para que os assuntos informados no trailer sejam tratados. Alguns palestrantes se perdem na gestão do tempo e acabam não chegando ao final da palestra. Melhor, dizendo, chegam ao final, mas suprimem partes que havia prometido no trailer.

 

5.1.2 DESENVOLVIMENTO

É aqui que acontece a parte central. A tese, fatos, histórico, referências, casos, gráficos, demonstrações, testemunhos.

A sua tese é que o Brasil não tem qualidade de vida. Então prove com fatos, referências de jornais, revistas ou mídias especializadas. O histórico é o que especifica e referenda em que tempo ou de que tempo estamos falando. Sem este importante indicador, nenhum argumento será forte.

Pode fazer uma narrativa de um caso que ilustre o assunto ou citar algo acontecido em algum lugar.  Sobre os gráficos, representam excelente recurso de visualização instantânea, além de preencherem um gosto da maioria das pessoas que se convencem pelas estatísticas. Testemunhos de pessoas conhecidas e idôneas são argumentos irrefutáveis.

 

5.1.3 CONCLUSÃO

Antigamente era chamada de peroração. Momento de “sensibilizar o público”. Sugerimos manter coerência de tudo que foi defendido, afirmado, demonstrado e reafirmar a parte mais importante e o objetivo da palestra.

Exemplo: – como vimos, os números da falta de qualidade são aterrorizantes e precisam melhorar... etc.

É essencial sugerir reflexão e ação para que os objetivos propostos na palestra, reunião, treinamento sejam alcançados.

Trabalhe a pausa, a entonação. Reforce o contato visual. Demonstre que acabou pela forma como se expressa. Faça-o como que num tom de despedida. E, por favor, não utilize expressões tais como “finalmente”, “para terminar”, “isto é tudo”, “nada mais”, era isso...”.

 

 5.2 OBJETIVOS DE UMA APRESENTAÇÃO

Antes de qualquer coisa, lembre-se: toda apresentação exige planejamento, preparação e, fundamentalmente, um objetivo muito claro.  Então, comece identificando e definindo o objetivo de sua palestra. 

Inicie pelo vocativo, conforme demonstramos, cumprimentando a todos. Lembre-se de que a primeira impressão tem uma forte influência no julgamento das pessoas e no ânimo do auditório. Cative o público, mostre-se feliz e honrado por estar ali. Valorize a presença deles. Dependendo do tipo de evento, faça referência aos presentes, seguindo a regra da hierarquia de um cerimonial. Não se desculpe pela voz rouca, e nunca por estar despreparado ou nervoso. Isso é o que dizem na gíria “dar um tiro no pé”.

Você irá informar, ensinar, entreter, convencer, persuadir ou sensibilizar? O que se espera de sua atuação?  Quais são as expectativas de quem o convidou?

O evento faz parte de um contexto maior, ou é uma palestra isolada?

Uma palestra deve gerar reflexões e, se possível, ações de mudança. As palestras de entretenimento, mesmo recheadas de comicidade devem tocar o espectador. Trazer atualizações, informações inéditas. A parte mais importante da palestra não é o palestrante, é o público e, como tal, deve ser encarado, tratado e respeitado.

A comunicação verbal está em todos os lugares e em qualquer processo. Da realização de uma palestra a uma simples ponderação numa reunião, devemos saber o que buscamos e o que pretendemos alcançar.

Algumas pessoas normalmente abordam os palestrantes, após o encerramento de um evento, para tirar uma dúvida, elogiar, agradecer, despedir, pedir sugestões mais particularizadas. Portanto, aguarde alguns minutos antes desligar tudo. Esteja disponível.  Isso faz parte do “pacote”. De preferência, organize-se de forma a poder dar atenção a todos ao final do evento. Tenha cartões à mão, geralmente após as apresentações, diante do interesse de algum participante para um futuro contato, lhe será solicitado uma forma de contato.

 

Agora, você já está apto a fazer uma apresentação com expressão corporal correta, voz com entonação, dicção, clareza, sem vícios, e um conteúdo dividido em três partes e bem definido.

TAREFA

Com base nas três partes, informe o que ainda tem dificuldades para realizar.

Analise o vídeo que você gravou no módulo I e identifique as falhas de expressão corporal, de voz com vícios, dicção, entonação, volume, vocabulário, etc. e se o conteúdo foi bem trabalhado.

 

description Anotações

Aula 05 – Conteúdo

...

Veja os anexos abaixo e após assistir a aula clique em MARCAR COMO ASSISTIDA abaixo do vídeo.

description Informações

VOZ

A voz possui uma série de características que devem ser trabalhadas: o tom, o timbre, a sonoridade, a pausa, a dicção, o ritmo, o volume, o vocabulário e a própria semântica. A entonação é um recurso da comunicação pela utilização dos sons na linguagem falada e da pontuação na linguagem escrita. Adequar o tom ao gesto e ao conteúdo da mensagem torna-se um elemento obrigatório.

Como falou e escreveu em seus livros e em outros trabalhos, Pedro Bloch, médico foniatra, jornalista, compositor, escritor, dramaturgo: –  “Voz é vida, é ação”. Ela permite enfatizar as ideias, torná-las vibrantes, claras e dinâmicas. A voz é um termômetro das emoções: nossos medos, inseguranças, força e magnetismo pessoal expressam-se por meio dela. Uma voz bem trabalhada transmite segurança e credibilidade. Para conhecê-la melhor, ele deve perguntar-se:

As pessoas elogiam-na, demonstram aceitá-la, inibem-se com ela, começam a bocejar após quinze minutos de explanação ou perguntam constantemente se estou bravo?

Minha voz é arrastada, monótona, firme, solene ou pomposa?

Falo em tom de súplica, ironia, cordialidade, simpatia ou bom humor?

 

4.1 LINGUAGEM

Quem é seu público?

O que pensa que desejam ouvir?

Qual perfil da plateia?

Use a linguagem que melhor estabelece a sintonia na comunicação entre vocês.

 

4.2 SIGNIFICADO DAS PALAVRAS

As pessoas é que dão significado às palavras, de acordo com os costumes, o nível cultural, a linguagem, o que pode tornar o processo mais complexo. Na comunicação existem quatro variáveis: o que você diz; o que você imagina que disse; o que o interlocutor ouviu; o que o interlocutor entendeu e pensa que você disse.

As palavras sofrem a influência da força da intenção, da interpretação da autopercepção.

Os fatores que contribuem negativamente para a distorção da comunicação são plurais e variados. Na teoria do condicionamento, buscando um exemplo aterrorizante, os nazistas condicionaram pessoas a verem judeus como animais peçonhentos e perigosos.

Sem entrar na teoria (é extremamente profunda) e simplificando o entendimento, basta lembrar que a mãe ou pai de criança podem dizer a ela que se comer verdura irá ganhar uma barra de chocolate. 

Há também, na distorção do entendimento, as crenças, os dogmas que são dignos de admiração, porém, servem como barreiras e inaceitação de novas verdades.

Dependendo do fervor, certas pessoas terão visões diferentes de um mesmo fato. Os temas polêmicos são responsáveis por compreensões e incompreensões que geram conflitos. Religião, futebol, política são fortes estimuladores de incoerências. Manias, preconceitos e a ignorância de um assunto podem levar à interpretação deturpada de quaisquer temas. Os modelos mentais também impedem que vejamos alguns fatos com um outro significado. Achar que todo brasileiro é preguiçoso é um modelo mental. Assim, o estrangeiro não contrata ninguém nascido no Brasil.

A apresentação deve, portanto, conter uma linguagem simples, concisa, clara, lógica e adequada ao perfil do participante, do ouvinte, do cliente.

É sempre recomendável em uma apresentação o uso da linguagem coloquial. Termos técnicos são apenas para públicos específicos. Para entendermos, basta lembrar que para comunicar bem devemos falar a língua do espectador ou ouvinte. Simples, não é!?

 

4.3 SÃO VÁRIAS AS FORMAS DE LINGUAGEM, EIS ALGUMAS

  • Linguagem Persuasiva (de convencimento, política, idealista)
  • Linguagem Coloquial (linguagem usada no dia a dia)
  • Linguagem Científica (termos técnicos, sem vocabulário corriqueiro, utilizada na medicina, livros científicos, engenharia, física, etc.)
  • Linguagem Poética (emotiva, rimada, rica, chorosa com vocativos, alegre, musical, etc.)

 

4.4 VOCABULÁRIO

É o conjunto de palavras de uma língua.

Para um bom uso recomenda-se evitar gírias, palavrões, regionalismos, palavras pedantes, termos técnicos, etc.

Adequar o vocabulário à prática.

Procurar aprender a língua para cometer o menor número de erros possível.

Tomar cuidado com os vícios de linguagem que são extremamente cansativos e que arrastam as palavras, em vez de fazer silêncio. Exemplos: né, é, tá, ham, então e outros sons que não fazem parte da mensagem.

Para ter uma boa saúde da voz

Hidratar com água, em temperatura natural. O ideal é que se beba 2 litros de água por dia, aproximadamente, ao longo do dia.

Evite bebidas quentes ou geladas e as que contenham gás, leite, chocolates. Essas bebidas aumentam a secreção da garganta, o famoso pigarro e podem comprometer suas apresentações.

Balas ásperas e o uso de spray que contenha álcool podem ferir ou ressecar sua garganta. Evite-os.

Relaxe, espreguice: O ato de bocejar e se espreguiçar ajuda a diminuir a tensão e tirar aquele peso que carregamos no pescoço nos ombros, e ainda descentraliza a tensão na laringe.

Durma bem: Dica válida não só para cantar, mas para a vida. Ter um sono regular permite que o corpo e a mente descansem e recarreguem as energias.

Fale pouco, não grite, não fale alto e nem muito baixo. Fale normalmente, pois usar a voz em tons diferentes do habitual (alto ou baixo) exigem esforço maior e podem gerar problemas nas cordas vocais.

A maçã faz milagres. É indicada para limpeza da boca e da garganta. A mastigação também auxilia na melhora da dicção e da ressonância vocal.

Vá ao final da apostila e faça os exercícios de voz. Leia os textos, dê ênfase e imagine-se no TEXTO INFORMATIVO, apresentando um jornal de televisão.

No TEXTO DISCURSIVO, obviamente que deve fazer uma entonação mais discursiva, alterando o ritmo e também os gestos.

Nos POEMAS, a ideia é que você leia gesticulando de acordo com que o texto representa.

 

TAREFA

Para passar para o conteúdo (etapa 5) você deve informar o que achou dos exercícios, quais as dificuldades no trava-língua, nos textos e os possíveis benefícios que trouxeram.

 

 

description Anotações

Aula 04 – Voz

...

Veja os anexos abaixo e após assistir a aula clique em MARCAR COMO ASSISTIDA abaixo do vídeo.

description Informações

EXPRESSÃO CORPORAL

O gesto deve sincronizar-se com a palavra, dando-lhe sustentação e projeção.

A linguagem corporal deve reforçar as palavras, dar vida ao que se diz. O corpo deve falar; entrar em sintonia com a expressão verbal e ser um valioso instrumento de uma apresentação.

Os gestos do comunicador devem ser claros e precisos, denotando naturalidade e leveza.

Quanto mais você conhecer o seu corpo, maiores serão as chances de utilizá-lo com pertinência e propriedade.

 

3.1 VESTUÁRIO

 Discreto, Apropriado, Adequado.

Para os homens

  • Se houver dúvidas quanto a roupa a usar, optem pelo terno ou uma calça de sarja com blazer, mas verifiquem se está adequado à temperatura e ao local da apresentação: em situações formais, prefira ternos de cor escura;
  • Decidindo retirar o paletó, não tire a gravata e nem arregace as mangas da camisa.

Para as mulheres

  • Sejam discretas no uso de: joias, bijuterias, roupas, saltos. Devem ser evitadas roupas muito justas ou curtas, decotadas, com grandes estampados, de cores berrantes ou descoordenadas, inadequadas em relação à temperatura e estação do ano; cintos excessivamente apertados que marquem a linha da cintura;
  • Sapatos novos ou com saltos altíssimos podem machucar; não recomendo estrear sapato numa apresentação;
  • Os cabelos precisam estar bem penteados e, se forem longos, que não caiam sobre o rosto.
  • As cores da maquiagem não devem ser muito fortes, evitando-se, sobretudo, o batom vermelho.

 

3.2 OLHAR

Recurso físico que contribui muito para a empatia. Deve-se olhar em todas as direções do grupo, estabelecendo pausas entre esta ação, procurando fixar os olhos com naturalidade, buscando uma relação de reciprocidade.

Se os espectadores apresentarem olhares interrogadores, é o momento de sintetizar os pontos discutidos até aquele instante e dirimir as dúvidas. Por sua vez, se os olhares se mostrarem simpáticos e receptivos, prossiga com a palestra. Entretanto, se os olhares estiverem cansados, mude as regras da apresentação; se, por demais ansiosos, busque alternativas para baixar a tensão gradativamente. Narrar um acontecimento que tenha reação com tema é sempre útil.

Quando se sentir tenso, olhe para a pessoa que lhe parecer mais receptiva, guarde essa imagem dentro de você como uma âncora positiva e prossiga com sua palestra. Caso haja um olhar hostil por parte de um espectador, evite-o durante os primeiros minutos; aos poucos, a segurança o auxiliará a evitar a síndrome da perseguição.

 

3.3 LOCALIZAÇÃO

O apresentador deve se manter equidistante de cada participante. Pode e até recomenda-se caminhar, porém lentamente, explorando espectadores menos atentos ou mais interessados.

 

3.4 BRAÇOS SOLTOS AO LONGO DO CORPO

É permitido, porém o orador não deve permanecer por muito tempo nessa posição, pois a falta de gestos pode torná-lo semelhante a um robô, algo sem vida e estático.

 

3.4 MÃOS EM FORMA DE CONCHA

O orador coloca uma das mãos sobre a outra, em forma de concha e ligeiramente fechadas. As mãos devem estar na frente do corpo e acima da linha da cintura. É uma posição que ajuda muito, porque mantém as mãos ocupadas, enquanto os gestos vêm saindo naturalmente com o passar do tempo. Mas muito cuidado ao separar as mãos, gesticular e retornar a posição original, pois corre o risco de bater palmas e ainda fazer um movimento cansativo de separar mãos e unir mãos.

 

3.5 MÃOS PARA TRÁS

É um gesto que denota posição de descanso, muito comum quando o mestre de cerimônias o apresenta ao público. Não deve ser usado ao falar. Quando acontece perde muito da linguagem corporal.

 

3.6 GESTOS E BRAÇOS

Como já foi dito, os gestos devem ter movimentos acima da linha da cintura e abaixo do rosto. Quando o movimento é apenas do antebraço, partindo do cotovelo, com o braço grudado no corpo, é demonstração evidente de que o orador está reprimido, sem desenvoltura para a condução natural da mensagem.

 

1.9 PERNAS

Assim como nas mãos, também o controle das pernas é de extrema importância para a boa apresentação. Muitos oradores costumam demonstrar através das pernas sua ansiedade e nervosismo. A angústia que precede uma apresentação, e mesmo durante, muitas vezes é expressada por movimentos desordenados e em desarmonia com a fala. Em sua linguagem corporal, quando estão de pé, alguns oradores caminham para frente e para trás trançando os pés, demonstrando um certo desequilíbrio. Outros fazem um movimento de balanço, indo para trás e para frente.  Quando sentados movimentam-se os membros inferiores de forma a parecer que estão embalando o sono de uma criança ou tocando uma sanfona com as pernas.

Pernas muito abertas também constituem erro de postura; e se para os homens já é deselegante, imaginem para mulheres. Há oradores que produzem movimentos alheios à mensagem que transmitem para o público. Outros ficam mexendo na pulseira do relógio, tirando e pondo aliança, estalando dedos e até enfiando os dedos na orelha e nariz.

Pés muito unidos; cruzados (de pé) em forma de “X” demonstram falta de naturalidade, inibição perante a plateia e até mesmo dá a impressão de que o apresentador está com vontade de fazer xixi.

 

BONEQUINHOS

TAREFA

Para passar para a próxima etapa faça o seguinte exercício

Identifique cada boneco, faça uma leitura corporal individual e a descreva.

description Anotações

Aula 03 – Desenvolvendo a arte de falar em público

...

Veja os anexos abaixo e após assistir a aula clique em MARCAR COMO ASSISTIDA abaixo do vídeo.

description Informações

Tendo em vista o que você já viu até agora, e pensando em buscar melhorias, que tal passarmos para um exercício.

Para mapear a sua potencialidade, utilizaremos a matriz SWOT, por ser uma ferramenta simples e eficaz no levantamento de dados.  

Em português a utilizamos como Análise FOFA

(Forças/ Strengths; Oportunidades/ Opportunities; Fraquezas/ Weaknesses e Ameaças/ Threats).

 

Abaixo, orientamos como deve preenchê-la. 

Pensando na sua voz, comunicação, extroversão, facilidades, características outros atributos, preencha a coluna de Forças. Nossa intenção e fazer você identificar e descobrir seus pontos fortes em termos de comunicação. Da mesma forma deve agir com a Fraqueza. Você é tímido? Inseguro? Tem voz baixa, arrastada, não domina a língua portuguesa? E assim, sucessivamente preencha as Oportunidades que tem para melhorar, para crescer, e atingir pontos mais altos na comunicação. Participar de cursos, eventos é uma oportunidade. Nas Ameaças, procure pensar naquilo que pode ser prejudicial. Como exemplo: se você não se apresenta bem, poderá não atingir seus objetivos numa venda, negociação, causa, num ensinamento. Um concorrente mais preparado é uma ameaça. Lembro ainda que Forcas e Fraquezas são aspectos internos, e que Oportunidades e Ameaças são externos, vêm de fora.

TAREFA

Faça seu inventário, e teremos indicadores para trabalharmos juntos. O insucesso de muitas pessoas e organizações advém da não identificação dos pontos fortes e fracos e por não terem um estudo, uma análise que determine o quadro atual, para, a partir daí, buscar ações de melhoria, metas, objetivos e mais qualidade em todos os processos individuais.

 

description Anotações

Aula 02 – Matriz SWOT – mapa estratégico

...

Veja os anexos abaixo e após assistir a aula clique em MARCAR COMO ASSISTIDA abaixo do vídeo.

description Informações

EQUILÍBRIO EMOCIONAL– PROCESSO DE AUTODOMÍNIO.

Poucas pessoas se sentem à vontade ao falar perante uma plateia. Ansiedade e medo são fantasmas que nos assombram diante de algum público. A responsabilidade e ser o centro das atenções fazem as pessoas se sentirem inibidas e inseguras. O sentimento de inferioridade ou o receio de não saber o bastante e, ainda, falar para alguém ou para algum público que o orador tem como exigente ou importante, constituem ameaça e podem levá-lo a desequilibrar-se emocionalmente. 

A “era da informação”, certamente, veio aumentar em muito nosso contato com algum tipo de público e, portanto, a boa comunicação se torna obrigatória, sendo condição sine qua non para a obtenção de resultados positivos.

É quase unânime aquele “friozinho na barriga” ou o suor excessivo, antes de nos apresentarmos... O falar em público inclui-se entre as situações que geram mais ansiedade, nervosismo, medo e inibição.

Apesar de tais reações serem esperadas, elas podem comprometer a performance de um apresentador, caso não sejam superadas. 

A baixa autoestima, o perfeccionismo e outras experiências negativas formam um time de inimigos potenciais. Algumas pessoas são excessivamente preocupadas e pessimistas e acabam minando a energia positiva do entusiasmo. Provavelmente tais pessoas sofreram influências negativas e acabaram solidificando crenças limitadoras como: não sou bom o suficiente, sou desastrado e incompetente...  Para alguns, há um temor excessivo do outro. Um receio de não ser aceito, de não ser apreciado, tão intenso que gera uma posição enorme de dependência. “Não me coloco, pois posso não ser aceito”.

Outra fonte dificultadora é o perfeccionismo, que impede a pessoa de se julgar pronta. 

Para superar tudo isso, a técnica é pensar positivamente, trazer à mente imagens de sucesso, de vitória e conquistas. Deve, o orador, se imaginar iluminado por uma luz brilhante, aplaudido de pé, vitorioso, cumprimentado pelas autoridades no assunto. Os primeiros três a cinco minutos são os piores, mas, aos poucos, o corpo vai voltando ao normal, os batimentos cardíacos diminuem e um sentimento de segurança começa a invadir o apresentador. Porém, para quem está despreparado, com o passar do tempo a tendência é dar “branco”, faltar assunto e aumentar a insegurança, podendo, até mesmo, levar ao total fracasso da apresentação.

Pense em situações como quando ainda não sabia dirigir e imaginava que seria muito mais difícil. Registre numa folha situações vencedoras. Vitórias, aprovações em concursos, inclusive vestibular, trabalho de conclusão de curso, projeto na empresa.

Saiba que os grandes nomes da história perderam inúmeras batalhas, mas venceram a guerra. E, para ajudá-lo, vou cometer uma inconfidência: muitas pessoas da mídia, juristas e do meio artístico já confessaram que sofrem muito, antes de se apresentarem em público, até mesmo em trabalhos rotineiros. Ninguém é perfeito, nem tão senhor de si.

Agora, já consciente de que as dificuldades existem em quaisquer situações e que podem ser superadas, vamos passar para uma outra atividade.

TAREFAS

  1. Escolha um ou mais bonequinhos (acima) que você se identifica com ele ou eles. Identifique-o (s) pelo (s) número (s).
  2. Indicar o porquê da identificação.
  3. Informar qual seria ou boneco ideal.
  4. Faça uma gravação em seu Smartphone de dois minutos, aproximadamente, se apresentando, dizendo quem é você, com que trabalha, que bonequinho(s) escolheu, porquê? E, se puder, informe suas maiores dificuldades. (ENVIAR VIA WHATSAPP PARA 31-2523-0853)

 

1.3 CRENÇAS LIMITANTES

Quando pensamos que vai dar errado, a chance de isso acontecer aumenta em 90%. Mas ainda assim, mesmo conscientes dessa verdade, nosso cérebro nos trai e continua a formular imagens negativas advindas de nosso inconsciente, subconsciente e mesmo do consciente.

Um dia, há muito tempo, seu pai lhe disse, no momento da raiva, que você era incompetente. Um professor despreparado o chamou de “burro”, ou mais delicadamente disse-lhe que deveria puxar carroça. Sim. Tudo isso e muito mais do que vimos e ouvimos foi fotografado por nosso consciente ou subconsciente e enviado para o arquivo secreto do inconsciente. Está lá e pode interferir em nosso desempenho em ocasiões que nossa luzinha de alerta acende.

Bullying, sustos, deboches, medos fazem parte da história de cada ser. Justamente por isso é que nos tornamos inseguros. Alguns mais do que outros sentem o peso do currículo de sua vida.

As crenças limitantes, depois de as lermos acima, encontram uma explicação racional para os efeitos emocionais que podem nos paralisar ou gerar desconforto pleno quando estamos diante de um desafio, cuja atenção está centrada em nós. Abaixo, alguns exemplos de frases com pensamentos limitantes.

  • Eu não nasci para falar em público
  • Falar em público é para jornalistas, advogados e intelectuais.
  • Para falar bem em público tem que ter dom. E eu não tenho.
  • Jamais vou ter tranquilidade para fazer uma apresentação ou ler em público.
  • Eu não tenho vocação para realizar treinamentos ou qualquer evento em público.
  • Sou uma negação na arte de comunicar.
  • Nunca vou aprender.
  • Sempre fui péssimo em comunicação.

 

1.4 A COMPLEXIDADE DA COMUNICAÇÃO

Além dos fatores emocionais, existem variados estudos e pesquisas que apontam incontáveis possibilidades de fatores que podem interferir, afetar e alterar nossa formação, tanto intelectual quando psicológica, gerando atitudes e reações distintas em cada ser humano.

Uma pessoa que é o filho do meio terá características de alguém que não é primeiro nem último.  Poderá ter atitudes parecidas com as de pessoas de outras famílias que também são filhos do meio, mesmo não havendo nenhum grau de parentesco. O mesmo ocorre com o filho único, com o caçula e com o primogênito.

Na astrologia os signos podem definir atributos e particularidades, assim como os descendentes de uma determinada raça vão ter estilos, gostos, reações diferentes de outras raças.

Por que complexidade? Porque não há como não ser afetado por todas as variáveis que cercam uma vida. Uma criança rejeitada no útero materno, por exemplo, poderá ser tímida por toda a vida.

Você deve estar se perguntando: –  então não tem salvação? – Tem sim, porém não é num passe de mágica.

Com o advento do trabalho de coaching a palavra ressignificar ganhou um “significado” mais contundente. Na Etimologia (origem da palavra), o verbo ressignificar deriva da junção do prefixo re-, com sentido de repetição, e do verbo significar, de possuir significado. Quer dizer dar novo sentido a alguma coisa já existente.

Será que poderemos transformar um problema em solução? Ressignificar uma experiência negativa como uma experiência adquirida e ganho de anticorpos?

Há grandes possibilidades de vencermos traumas, ressignificar efeitos e crenças e vencer os obstáculos.

Quando uma lagarta começa a passar pelo processo de metamorfose e se transformar em borboleta, inicia um exercício de força dentro do casulo para furá-lo. Inicialmente, um desafio e esforço enormes, mas necessários para que as suas asas se formem completamente e adquiram força para voar.

 

1.5 CAUSA E EFEITO

Tremores, sudorese, taquicardia, coceiras, pele avermelhada em partes de corpo, esquecimento (dar branco), pigarro, falta de ar, dor ou vazio estomacal e tantos outros efeitos, separadamente ou acumulados, acontecem com quase todas as pessoas, quando têm que se apresentar em público.

Devo esclarecer que para todo efeito tem uma ou mais causas. Então, excesso de exigência ou de cuidado dos pais, professores, babás, avós podem ser causa de muitos dos efeitos citados. Também violência, castigo, algum bullying que tenha causado grande mal-estar poderá levar ao trauma. Figuram, entre as causas, algumas perdas de pessoas, a já citada rejeição, dislalias ou distúrbios da fala, entre outros.

No filme O Discurso do Rei, você percebeu que o rei George era disfêmico, ou seja, gaguejava? Sofreu absurdamente para realizar discursos. Diante do sofrimento buscou ajuda de um profissional que abraçou a dificuldade de George e lhe encorajou a vencer tamanho obstáculo.

Para termos uma ideia do problema de disfemia, em torno de 70 milhões de pessoas no mundo são gagas. Outras tantas são fanhosas. No Brasil temos cerca de 2 milhões de gagos.

 

Observe o vídeo ou todo o filme e analise:

  1. As dificuldades que o rei George demonstrou.
  2. As possíveis causas e seus efeitos.
  3. O que foi fundamental em seu desenvolvimento.
  4. E no seu caso, quais seriam as ações para melhoria?

 

1.6 expressão corporal, voz e conteúdo

Já vimos que o equilíbrio emocional pode afetar qualquer trabalho. Por essa razão deve ser aprimorado. As demais lições, que iremos realizar, terá um tripé. Ele significa as três partes que vão gerar a apresentação e decidir pelo sucesso ou insucesso do orador.

De acordo Albert Mehrabian, a Expressão Corporal significa 55%, a Voz- 38% e o Conteúdo 7% numa apresentação. Por mais estranho que nos pareçam os números, posso corroborar com a tese do professor, lembrando que muitos profissionais são gênios, têm conhecimento profundo e invejável, mas não conseguem repassá-los aos seus públicos. Constatamos que apenas domínio de conteúdo não será suficiente para ensinar, convencer, vender, sensibilizar. De outra forma, vemos a voz com suas inúmeras variações como entonação (que sugere sentimento), timbre, dicção, correção, etc. A expressão corporal, por sua vez, é a pioneira forma de comunicação, haja vista que o homem das cavernas não falava. A expressão do corpo, o movimento dos braços e o olhar são aspectos extremamente importantes e decisivos num processo de comunicação ou apresentação.

Como vimos, num *podcast, live, palestra, treinamento e aula, a imagem representa 55%, a voz 38% e o conteúdo 7%. Numa apresentação, como no rádio que ainda não tem imagem, a voz significa 82% e o conteúdo 18%.

*Podcast é um programa ou um conteúdo gravado e informado para que possamos assisti-lo a qualquer hora. Diferentemente, uma live ocorre ao vivo. Em ambos podemos ter o dissabor de ver apresentações mal preparadas, muito informais, contendo irregularidades e erros de postura, de português, de repetição ou pouca evolução do tema, iluminação ruim, trajes inadequados e, até, interferência de pessoas ou de animais nas apresentações.

description Anotações

Aula 01 – Equilíbrio emocional – processo de autodomínio.

...

Veja os anexos abaixo e após assistir a aula clique em MARCAR COMO ASSISTIDA abaixo do vídeo.